O nosso projecto tem o objectivo de
divulgar o nome da cidade de Oliveira do Bairro, assim como
evidenciar todos os pontos de interesse e personalidades que
nela se destacam. Desta forma, é necessário não só fazer um
estudo do presente, mas também do passado desta cidade.
HISTÓRIA:
Existem registos no concelho anteriores à formação de Portugal.
Vestígios de povos Celtas e Pré-Celtas são possíveis de
encontrar na freguesia da Mamarrosa. Nas freguesias de Bustos e
Palhaça é possível encontrar vestígios dos Romanos. Logo por
aqui se pode notar que esta era uma zona já privilegiada para o
homem se estabelecer. Segundo um documento encontrado na
Biblioteca Nacional Torre do Tombo já no longínquo ano de 957
d.C. (séc. X) existia aqui nestas paragens uma vila com o nome
de Ulvária, e que seria delimitada por Barriôlo (Barrô),
Aqualada (Aguada de Baixo), Sancta Eolália (Aguada de Cima) e
Sangálios (Sangalhos). Contudo, Oliveira do Bairro só recebeu
foral no ano de 1514 pelo rei D. Manuel I que a elevava a vila.
Já no séc. XVI, Oliveira do Bairro estava rodeada pelos
aglomerados populacionais, que ainda hoje existem, de Póvoa do
Cercal,
Póvoa do Repolão, Amoreira, Bairro de Mogo, Pedella
(Vila Verde), Lavandeira e Póvoa da Lavandeira.
O
concelho de Oliveira do Bairro foi formado em 1836. Mas, devido
ao seu óptimo posicionamento geoestratégico, o concelho sempre
foi cobiçado pelos concelhos limítrofres de Aveiro, Águeda e
Anadia, levando mesmo à extinção do concelho em 1895 e
respectiva anexação das freguesias por estes concelhos
limítrofes. Esta extinção do concelho foi “sol de pouca dura”,
uma vez que, para bem destas gentes Bairradinas, foi novamente
formado o concelho em 1898 tal qual como se conhece hoje,
excepção feita para a freguesia de Bustos que só foi formada em
1919.
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O nosso grande
amigo José Hermano Saraiva deixou ao país uma mensagem bastante
agradável de se ouvir, acerca da nossa bela cidade de Oliveira
do Bairro, expressa no programa "Horizontes da Memória",
mensagem esta bastante elucidativa acerca da evolução, em traços
gerais, da cidade. É nossa opinião que todos os oliveirenses
devem ver este vídeo, não só pelo enriquecimento da nossa
cultura, como também pelo nosso orgulho pessoal.
Oliveira e
actividades civis...
O concelho
está enquadrado na zona agrícola da Bairrada tendo sido os seus
vinhos uma das suas maiores produções e de grande rentabilidade.
Hoje, grande parte dos lavradores está a abandonar o cultivo da
vinha por não poderem competir com as exigências do mercado
europeu. No entanto, os seus campos continuam cultivados, havendo
milho, batata e feijão em abundância.
Ultimamente,
alguns proprietários dedicaram-se à cultura do kiwi, aposta que
parece ter resultado bem. A riqueza e o dinamismo humano
verificado nos últimos anos e a introdução de novas tecnologias
que impulsionaram decisivamente o seu potencial económico, fez com
que este concelho, no passado eminentemente rural, seja hoje um
concelho com as vertentes industrial e comercial muito fortes,
onde se destacam as empresas da indústria cerâmica, metalúrgica e
têxtil.
O concelho é
caracterizado por pequena e média indústria, predominantemente
pequena indústria. As áreas de actividade são sobretudo as
cerâmicas, o tratamento de superfícies, as pequenas empresas de
montagem de equipamentos e algumas na área da montagem de
bicicletas.
O subsector
28, com 39% das empresas identificadas, diz respeito à Fabricação
de Produtos Metálicos, excepto Máquinas e Equipamentos.
Gráfico relativo à produção
industrial em Oliveira do Bairro: