Entrevistas

                                                            

 
 

 

 
 

  Entrevistas:   Quinta São Lourenço   Escola de Artes da Bairrada   Presidente da Câmara

   Entrevista ao Sr. Presidente da Câmara Dr. Mário João

Foi com grande entusiasmo que no passado dia 06 de Maio nos dirigimos à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro para fazermos uma entrevista ao Sr. Presidente, que já estava previamente marcada.

Fomos muito bem recebidos pela sua secretária, que nos mandou aguardar um pouco porque o Dr. Mário João estava numa reunião. Após um breves instantes fomos chamados e entra-mos para a sala de reuniões do Presidente da Câmara.

Apresentámo-nos e explicámos o porquê daquela entrevista, ao que o Presidente se manifestou bastante disponível e acessível. Antes de iniciar-mos a entrevista demos uma folha com todas as perguntas que iriam ser feitas para que o Presidente não tivesse qualquer hesitação ao responder às mesmas. Após a leitura das perguntas o Presidente sorriu e exclamou que algumas daquelas perguntas eram, "um pouco pertinentes de mais!".

Após iniciada a gravação da entrevista, estivemos cerca de 30 minutos à conversa com o Dr. Mário, experiência esta extremamente interessante e enriquecedora, já que ao longo da entrevista o Presidente falou-nos acerca de imensos projectos que estão a decorrer ou que ainda estão apenas em estudo.

Ao final da conversa juntou-se o Vice-Presidente da Câmara, que também se mostrou extremamente simpático, ao ponto de ter sido ele o responsável por nos tirar uma foto com o Presidente.

O Presidente gostou muito da nossa visita e gostou do facto de nos mostrarmos interessados pela cidade, a ponto de nos ter pedido que assim que fosse possível gostaria que lhe entregássemos uma cópia em papel da entrevista (Perguntas e Respostas), ao que nós intrigados perguntámos porquê, e este respondeu "apenas para guardar aqui no meu gabinete para recordação".

Adorámos a experiencia, não só porque esta entrevista foi uma espécie de "Conclusão / Esclarecimento de duvidas" do nosso trabalho, mas também porque o Sr. Presidente é uma pessoa extremamente culta, simpática e inteligente, características que fazem dele um bom parceiro de conversa.

Desta forma gostaríamos de agradecer a todas as pessoas da Câmara Municipal que nos proporcionaram esta visita, e em especial ao Sr. Presidente Dr. Mário João pela sua disponibilidade e boa disposição.

 Entrevista ao Presidente Mário João

  1- Com as múltiplas actividades inerentes à Presidência da Câmara Municipal, como compatibiliza o seu tempo com o seu cargo na Recer?

R: Quando fui convidado a liderar a candidatura pelo PSD ás eleições, numa entrevista que, enfim, foi publicada no Jornal da Bairrada, fizeram-me uma pergunta parecida, e, o que eu disse é que nunca abandonei nada nem ninguém, foi a minha resposta na altura. Eu sou, era e sou, administrador de umas quantas empresas do grupo “Recer”, e desde o momento em que fui eleito e assumi pelas funções, desempenho-as por completo, com a inerente responsabilidade, acompanhando aquilo que é a actividade privada dentro das sociedades, compatibilizando imensas situações.

 

2- Quais os projectos deixados pelo anterior mandato e que a actual presidência achou relevantes para o conselho, e a que esta deu continuidade?

R: Eu queria aqui fazer uma diferença, porque normalmente estou assim na vida, eu estou a liderar um executivo, mas a Câmara Municipal tem um executivo, não tem só um presidente, portanto, estes projectos são decididos em reunião do executivo. Obviamente que nós temos a maioria, e, mesmo que a oposição votasse contra, os projectos avançariam, por maioria. Mas também, é verdade que os projectos têm merecido na generalidade o apoio unânime, ou seja, de todos os elementos do executivo, mesmo os do CDS. E, por isso, em relação aos projectos deixados, foram vários, uns que já estavam em curso, outros, a nível de ideias, e outros, a nível de projectos, isso é normal. Os que consideramos mais relevantes e que prosseguimos, e uns estão concluídos, outros ainda não, mas já estão no terreno. Falo do que vocês bem conhecem, do agora chamado “Espaço Inovação” que, na altura se chamava, que era apenas o nome do projecto “Parque de Feiras e Exposições”, nós, demos continuidade, melhoramos, optimizamos, o que, a ideia existia, aquele projecto não era exactamente o que estava previsto para aquele espaço, portanto, nós melhoramos e executamos como vocês conhecem, e lá esta. Outro projecto que avançamos e que já começaram também as obras é o auditório, biblioteca e Junta de Freguesia de Oiã, mas aí também incluímos algumas alterações, quer na sua implantação, em que mudamos para dar uma centralidade nova ao centro da vila de Oiã. Havia também um projecto, que estava na altura em curso, embora com muitas dificuldades, que, não sei se vocês conhecem, que era a rua “Comissão Melhoramentos de Oiã”, que é a rua que da para a estação de caminhos de ferro de Oiã. Pronto, vocês se passaram lá a pouco tempo, sabem como é que esta, e, se passavam antes, também sabiam como é que estava. Bom, mas quero dizer-vos o seguinte, e, que isso é importante. O projecto tinha começado. Na altura havia negociações, mas, o projecto era no sentido da estação, para a estrada municipal, e, daí até perto do “STOP”, que vocês também conhecem, e, pronto, conforme estava previsto na altura. Entretanto, por negociações conseguidas com a “Refer”, conseguiu-se negociar o terreno, em tempo recorde, e, fazer aquilo que havia que fazer, e o trabalho estava a vista, o que muito nos honra ter deixado ali uma marca de facto diferente.

Estes foram alguns dos projectos considerados mais relevantes, como sabem, há outros projectos relevantes, que já foram do nosso tempo, e que estamos a avançar, com um reforço, que são as escolas para o 1º ciclo e pré, para todo o concelho, e também um projecto que vinha de trás, cujo objectivo era ser a futura junta de freguesia da Mamarrosa. Já ouviram falar de certeza no IEC (instituto de educação e cidadania). O edifício estava na altura, aquilo que se chama “em grosso”, alvorado, e era para ser a sede da junta de freguesia da Mamarrosa. Com a nossa entrada, e, após um conjunto de situações, entendemos que aquilo devia ter um outro destino. A Câmara esta neste momento numa fase mesmo de acabamentos, e, este sábado com certeza já se realizara lá alguma iniciativa, e, entendeu concluir aquilo com arranjos necessários, e, permitir ao Instituto de Educação e Cidadania, que viesse a utilizar em pleno, para os fins que são objecto desse instituto, e que, tem uma ligação muito forte ao Biocampo de Cantanhede, que vocês de certeza já ouviram falar, a Universidade de Aveiro, a Universidade de Coimbra, enfim, e outras parcerias.

Creio que estes são os mais importantes, primeiro porque são situações muito grandes, de muito valor de investimento. Um outro que estava, digamos que numa fase de inicio, ou quase de arranque, era o saneamento básico em Malhapão, o que, nós avançamos e esta concluído e também nos apraze dizer.

 

3- Que pontos da cidade a Câmara acha que deveriam ser valorizados?

 R: Há muito a fazer nessa área, e, penso que é do vosso conhecimento, uma situação que nós consideramos imprescindível, e que é requalificar todo o centro de Oliveira do Bairro, e então, de certeza que já devem ter ouvido falar da nova alameda da cidade. A requalificação da estrada já vinha de trás, sendo que seria desde os bombeiros ate a escola secundária, só que, o que estava previsto, eu diria que era pouco mais que por uma camada de alcatrão por cima, enfim, arranjar alguns passeios, e o que nos temos nesta altura não é rigorosamente nada disso, aliás, previa a antiga casa da câmara fazer-se no mesmo sitio. Nós, e já se nota em muitos sítios, pretendemos alargar, em praticamente toda a extensão, e eliminar as entradas para baixo dos prédios, por parte dessa estrada, avenida ou alameda, criar muitos estacionamentos, criar sentidos em muitas zonas, dar prioridade ao transito nascente – poente, ou seja, quem vai daqui para a Murta tem prioridade sobre os outros, passará a ter depois, porque é aqui que tem muito transito a circular hoje, sendo o resto mais urbano, mais dentro da cidade, e temos também, que faz parte desta empreitada, a requalificação de 5 ou 6 largos, desde a Senhora dos Aflitos, ali ao largo central ao pé do “Grecus”. Portanto, todos os espaços de lazer que existem, S. Sebastião, serão todos integrados e requalificados, se necessário.

Portanto, esta situação vem com certeza valorizar muito aquilo que é o centro de Oliveira do Bairro, ou, uma das zonas centrais de Oliveira do Bairro. Uma outra questão que é extremamente necessária e imprescindível é a casa de cultura, e que nós estamos nesta altura em fase de projecto para que Oliveira do Bairro, enquanto cidade tenha um espaço polivalente, que hoje não tem, para situações variadas do âmbito da cultura, desde espectáculos, revistas, cinema, enfim, um conjunto de situações, e que será em principio, com o reaproveitamento do que sobrou do antigo quartel dos Bombeiros.

Na politica da Câmara, ao termos aqui uma casa da cultura, a ideia não e concorrer com mais ninguém, mas sim, datar a cidade de Oliveira do Bairro e concelho de uma casa da cultura, que não tem, sendo que o Centro Cultural Prof. Hélio Martins é uma casa que é daquela associação, com toda a dignidade, e esta será uma casa que vai ser de todos, em prol da cultura, sem que, para uma actividade ou para outra tenha que se estar a pedir a esta associação ou a outra para ir lá. Temos também algo que queremos desenvolver aqui na cidade e que é o parque verde da cidade, que vai ser entre a estrada e os caminhos de ferro, e que será aquilo a que chamamos um parque verde, onde, já estamos a comprar terrenos, e já a desenvolver projectos para aquilo. E também queremos desenvolver a questão do parque dos pinheiros mansos, que é junto a zona desportiva, e requalificar a zona ribeirinha com vias cicláveis, e inter-ligação destes parques por vias cicláveis. Há muitas outras coisas, como a escola a escola que esta neste momento em fase de concurso para a pré e para o 1º ciclo, pretendemos também, como sabem, e após a disponibilidade do Sr. Comendador Almeida Roque avançar para uma escola profissional.

 

4- Com a conclusão da estrada que liga Aveiro à Mealhada considera que o município se encontra, neste momento, bem servido de acessos regionais e nacionais?

R: Eu recordo que a conclusão desta estrada que liga Aveiro a Malaposta não é ainda um trabalho acabado, ou seja, nós temos em Oliveira do Bairro interrompida, e, só volta a estar a partir da rotunda da A17, para Aveiro. Tem havido uma persistente luta da nossa parte para que este troço que falta seja uma realidade, bem como, no outro extremo, julgo que vocês devem conhecer, existe uma ponte, chamada Ponte de Canha, que esta no fim desta estrada antes da Malaposta, e que não faz qualquer sentido. Mesmo que esta estrada esteja concluída, eu penso que Oliveira do Bairro, enquanto concelho, não se poderá queixar muito face a algumas outras situações de acessibilidades de âmbito nacional. No entanto, como sabem, e sendo um concelho atravessado pela A1, é nosso objectivo, e, temos nos esforçado nesse sentido, por fazer para ver se conseguimos que venha a existir uma nova ligação para a A1 dentro do concelho. Entre o nosso concelho e o concelho de Anadia. Mas, são situações que não são fáceis, que envolvem varias entidades, desde as “Estradas de Portugal”, a “Brisa”, e, obviamente o Ministério das Obras Públicas, e que tem sido objecto de tratamento em varias reuniões. Portanto, achamos que é extremamente importante para Oliveira do Bairro conseguir um acesso como este. Neste momento foi também lançado o concurso da IC2, que liga Oliveira de Azeméis a Coimbra, e que passa ali em Aguada de Baixo, e que terá em grande parte, uma auto-estrada perto das Caves Primavera e que permite a Oliveira do Bairro, se estivermos aqui e quisermos ir para Coimbra, em vez de irmos ao Mamodeiro apanhar a A1, vamos logo por ali.

         Portanto, são algumas ligações, mas penso que as acessibilidades, face ao desenvolvimento do concelho nunca são de mais.

 

5- Enquanto jovens preocupados com o futuro, gostaríamos de saber, na sua opinião, até que ponto Oliveira do Bairro consegue oferecer oportunidades e qualidade de vida aos jovens que pretendem iniciar uma carreira profissional?

R: Eu penso que uma das principais razoes de ser das autarquias é exactamente proporcionar qualidade de vida e sustentabilidade, e, eu acho que Oliveira do Bairro, face ao histórico crescente, e aquilo que é perspectiva nos próximos anos, continuará a aumentar a sua população, e diria a sua população activa, porque, normalmente podem fixar-se jovens que vem do exterior, pois temos tido um desenvolvimento muito grande, em termos de zonas industriais, que contempla industria, comercio e serviços, e, isso faz com que algumas pessoas que trabalham cá, ou próximo, queiram vir ficar cá. Isso ajuda a desenvolver o concelho, e nós vamos continuar a desenvolver as zonas industriais, e, perspectivamos que esse aumento venha a existir. Com as questões que a pouco referi em relação a outras respostas que já dei, achamos que, havendo zonas industriais, havendo pequena e média industria, há, com certeza, mais hipótese de emprego, e, por isso, penso que os jovens que se dispuserem a trabalhar, que terão no nosso concelho bastantes oportunidades.

         Por vezes é preciso ter uma ideia diferente de aquilo que haveria a muitos anos, onde se tirava um curso, e era certo que a pessoa, naquela carreira iria segui-la para a vida toda. As regras de mercado hoje não são exactamente assim, e, por isso, acho que é necessário que as pessoas estudem, ganhem conhecimentos teóricos e depois sejam polivalentes, de alguma forma, para, enfim, lutarem por aquilo que gostam e por aquilo que querem sempre. Mas, por vezes também temos que ajudar a desenvolver e apanhar, dentro do que queremos aquilo que existe, e, eu penso que gradualmente vai existir mais empregos e que o conselho se irá desenvolver, e, se ao desenvolver-se o fizer de uma forma integrada, como estamos a fazer por isso, as condições melhorarão. Também é verdade que nós estamos a 15 minutos de uma grande cidade, da sede do distrito, e isso é bom por essa razão.

         Eu penso que é importante, nós podermos de facto estar perto do campo, com qualidade de vida, e estarmos perto de uma cidade com a qualidade de vida das grandes cidades.

 

6-Segundo um estudo realizado por nós, actualmente, o sector secundário absorve 63% da população, o sector terciário 33% e o primário 4%. Qual a tendência de evolução desta estatística, numa época em que tanto se fala de desemprego?

R: O nosso concelho, á muitos anos que tem tido pouca percentagem de desempregados, mas, se vocês fizerem uma analise mais exaustiva é possível constatar que há uma determinada percentagem de desempregados a que eu chamo desemprego técnico, e, eu penso que, é minha opinião pessoal, que Oliveira do Bairro, que naturalmente, e como todos os concelhos cada vez tem mais pessoas formadas e licenciadas. Aí, acredito que haja de facto, tendencialmente, e, que por essa razão um aumento de pessoas no chamado desemprego.

 

7- Por último, gostaríamos de saber o que leva a que eles tenham que emigrar? 

R: Eu penso que não sei se lhe chame emigrar, eu digo que, é ,minha opinião, Oliveira do Bairro, e é uma questão de correr por aí, sabem que em algumas área não é assim, mas, continuam a haver uma série de empresas a pedir empregados, a pedir quadros, e que por vezes não há. Há muitos anos, desta parte, algumas empresas do concelho foram buscar pessoas a zonas menos industrializadas, para vir para cá. Começaram por ter carrinhas para ir buscar e levar. Estou a falar de algumas cerâmicas, e de algumas outras empresas que fizeram isso, e estou a falar se calhar a cerca de 25 ou 30 anos. E Oliveira do Bairro porque? Precisamente pela razão que vocês aqui referem, porque passou de um concelho praticamente agrícola, para hoje, e cada vez mais, ser um concelho mais industrializado. Isto levou a que muitas pessoas da pequena agricultura tenham um outro emprego, ou seja, não deixam por completo a agricultura, e tem que fazer o seu horário de trabalho muitas vezes por turnos em algumas fabricas, pois estamos num concelho com muitas cerâmicas, e, para alem disso, complementam o trabalho com a agricultura, e vice-versa. Eu entendo que os elementos do concelho levarão a que cada vez mais a tendência seja aquela que esta aqui. No entanto, há algumas administrações que também aí, e neste momento temos também uma cooperativa agrícola que dinamiza e que já tem muitos anos, muitos cooperantes, e que dinamiza dentro do possível a agricultura. Temos também uma entidade que é a “kiwi coop”, que também face ao nosso concelho, e á qualidade do pessoal para o efeito, nessa área, tem ganho dimensão, e, é precisamente por esta ser uma área especifica, da área agrícola, mas que é importante também referir. A evolução, quanto a mim, passará pelos serviços, pelo comercio e pela industria, e, naturalmente que a questão da agricultura, iniciará, com certeza, a mudança de algumas mentalidades, para que os solos que estão realmente repartidos tão retalhados, possam amanha vir a ser cultivados, em grande escala, para daí tirar mais valias desse trabalho.

 

Entrevista gravada ao Sr. Presidente da Câmara Dr. Mário João

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        Turismo Bairradino...

Conte-nos um pouco da história da quinta, quando foi construída e por quem?
A construção da casa Quinta de São Lourenço, data do séc. XVIII. Era a casa rural do Visconde de Seabra, no entanto, existe quem defenda que anteriormente ao Visconde, pertencia a António Feliciano Castilho, e que este tinha escrito parte do código civil Português nesta casa. O meu avô comprou a casa ao Visconde Seabra e através das partilhas passou para o meu pai e depois para mim.
E como surgiu a oportunidade de a transformar em casa de turismo de habitação?
Quando o meu pai herdou a casa, esta estava muito degradada, tendo sido feitas algumas obras. Depois, quando fiquei eu com a casa, fiz então todas as alterações necessárias e transformei-a em turismo de habitação. Este não é o meu local de habitação. Sou professor de psicologia na Universidade de Coimbra e não quero viver permanentemente aqui. Deste modo, a casa ficaria fechada e degradar-se-ia facilmente. Transformando-a em turismo de habitação tenho a casa preparada e arranjada.
Porquê a aposta no turismo de habitação?
A aposta prendeu-se com o facto de valorizar a casa e a quinta através do agro-turismo.
Quais são as comodidades que a Quinta de São Lourenço oferece aos seus visitantes?
Temos seis quartos com casa de banho privativa, piscina, bilhar e estamos bem no centro da região bairradina.
Qual é a capacidade da quinta?
Temos capacidade para 12 pessoas.
Os roteiros turísticos que estão indicados na página da internet são organizados pela quinta ou são sugestões?
Estes roteiros são só sugestões. São roteiros que cobrem toda a região e diferentes entre si para satisfazer o gosto de cada um dos visitantes. Assim, sugerimos o roteiro pela zona de Coimbra, pela Bairrada, uma mais para a serra e outra mais pelas praias.
A quinta é mais procurada por turistas nacionais ou estrangeiros?
É mais procurada por estrangeiros: Alemães, Holandeses, Belgas, etc. A época alta é no Verão. Nesta altura, costuma entre 15 ou mais dias. Já no Inverno o tempo de permanência é são 1/2 dias.
Como tomam conhecimento da quinta?
Existe uma associação direccionada para o turismo de habitação, que informações sobre a quinta e que as envia para quem esteja interessado. Outras vezes são as empresas de turismo ou as pessoas que tomam conhecimento através da nossa página de internet.
Para finalizar, qual a impressão que os turistas ficam da região da Bairrada?
É bastante positiva. Tenho um livro onde podem deixar a sua opinião. Aqui referem-se mais à casa, mas também deixam elogios à zona envolvente.
 

    

Escola de Artes da Bairrada:

Um dos locais escolhido como ponto de interesse pela parte do grupo foi a Escola de Artes da Bairrada, uma vez que é um projecto que teve, está e ter e terá um grande sucesso. Tendo em vista este aspecto o grupo decidiu deslocar-se até á escola de Artes da Bairrada e entrevistar o director geral, Dr. Prof. Carlos, que nos acolheu de braços abertos com grande disponibilidade.

1 Em primeiro lugar, tendo em vista que a Escola de Artes da Bairrada é um projecto recente, gostaríamos de saber como surgiu esta ideia no concelho de Oliveira do Bairro?

A ideia de um conservatório de musica no concelho de Oliveira do Bairro é antiga, não surgiu comigo, surgiu com outras pessoas, já surgiu por exemplo em Oliveira do Bairro a Filarmónica União de Oliveira do Bairro que já surgiu a alguns anos, e depois aqui no Troviscal a banda do Troviscal organizou um processo para criar um conservatório de musica aqui no Troviscal que se chamaria Conservatório de Musica do Troviscal. Na altura quando me contactaram por causa do projecto sugeri que se mudasse o nome para ser uma escola mais abrangente, para ser uma escola de artes na qual estaria a musica inserida, e portanto nasce em Oliveira do Bairro e nasce no Troviscal pela tradição musical que existe no Troviscal. Neste momento temos apenas a musica a funcionar, mas a ideia e ter também as outras artes, nomeadamente as artes plásticas, a dança, teatro e cinema, mas e algo a decidir, algo que ainda não e para já. Como é que surge a ideia não sei, a ideia da escola de artes como ela é hoje, e essa. E partindo do principio que existem poucas escolas no pais de arte integrada, nos podíamos ter uma escola mais abrangente, com mais alunos, que proporciona uma formação diferente de todos nos, portanto, para alem de musica ter aulas de dança, de teatro, as artes performativas tem tudo isto incluído, teatro, movimento, musica.

 2 Falou a pouco em alunos, quantos alunos é que a escola neste momento já tem?

Neste momento aqui neste edifício temos 193 alunos, e depois ainda temos 150 fora, que estão em instituições como a Santa Casa da Misericórdia e na SOLSIL e temos um projecto a decorrer de aprendizagem musical de iniciação á musica desde os 4meses de idade ate aos 6 anos nestas instituições.

 3 Sendo do conhecimento que a escola apresenta uma lista de espera, de alunos, muito elevada, como pretende colmatar essas limitações?

            Essas coisas não dependem só de nós. Isto é um espaço físico e por isso não depende só de nós que obtemos. Assim para colmatar uma lista de espera a primeira medida é criar mais espaço, mas ao criar mais espaço não quer dizer que se resolva os problemas. Ao criar mais espaços podemos admitir mais alunos mas podem ao mesmo tempo virem mais pessoas. Ter listas de espera para nós é gratificante, apesar de ser aborrecido deixar as pessoas em lista de espera mas também é sinal que confiam em nós e gostaríamos muito de resolver esse problema. Mas depende muito da parte física da escola e o ensino neste momento está a ser reformulado, eu não sei como e que se resolvera esse problema.

 4 Quando entrou neste projecto, quando o abraçou, teria alguma ideia do sucesso que ele pudesse atingir?

            Não. Todos nos sonhamos sempre, e na altura quando abrimos as inscrições nos tivemos 57 inscrições e admitimos 45 alunos nesse ano. Na altura isto era uma coisa nova, uma escola nova e só 45 alunos Mas na altura eu também disse as pessoas que o fracasso ou o sucesso não se vê logo na hora, é preciso dar algum tempo a isto. E eu não tinha duvidas que íamos ter sucesso nesse aspecto, primeiro porque estamos numa área onde não havia, certo que há duas bandas muito perto, Troviscal e Mamarrosa aqui ao lado, portanto se as pessoas queriam estudar musica tinham que ir para o conservatório de Águeda ou para o conservatório de Aveiro, o que é bastante mais longe, visto que a Mamarrosa fica a 2 km, portanto ficam aqui ao lado, e só isso era um motivo para acreditarmos que iríamos ter sucesso, e a seguir a selecção que se fez do corpo docente, que felizmente nós podemos seleccionar o nosso corpo docente. Esta escola, este ensino é um ensino muito particular, porque há algumas questões individuais, por exemplo estando sozinhos com um professor dentro da sala, se não houver capacidade do professor de comunicar com essa criança a criança vai se embora, portanto temos uma selecção muito rigorosa do corpo docente, claro que todos nos cometemos erros, e passaram por aqui pessoas que elas próprias perceberam que não se encaixavam no projecto. A escola tem um objectivo, e esse objectivo passa por ser um sucesso, pelos nossos alunos serem premiados, e portanto, era importante que os professores se dedicassem a causa, e há um problema grave em relação ao ensino que e a forma como os professores se dedicam a escola. As escolas por vezes funcionam como supermercados de aulas, os professores vem cá, dão a sua aulinha e vão embora, e não e isso que faz o ambiente de escola.

 5 Estando a escola de artes mais virada para a musica, qual e a diferença entre a escola de artes e uma escola publica?

Há varias, começando logo pela questão da certificação. Nós, na certificação que fazemos cá é certificado, portanto, não somos nós que certificamos, é um conservatório publico, em como a pessoa estudou cá, concluiu o conservatório, ou fez o primeiro, ou o segundo, ou o terceiro, e é o conservatório de Aveiro que passa esse certificado. Essa é a primeira grande diferença, depois, um ensino que e certificado obedece a determinadas regras, a determinados planos de estudo como vocês tem na escola, tem disciplinas como Português, Matemática, EVT, Biologia, Química, e temos essas disciplinas todas e temos que cumprir esse plano a risca, e essas disciplinas obedecem a um currículo, e que se tem um primeiro ano de uma disciplina como Clarinete tem que se fazer determinado tipo de obras musicais, no segundo ano outro tipo, e etc, portanto há um rigor que nos temos que cumprir que é nacional. No caso das escolas particulares, pode haver esse rigor sim, e é bom que haja, contudo sabemos que as coisas não funcionam muito assim não é, porque também as pessoas que estão lá muitas vezes não querem seguir uma carreira musical, e andam lá só para aprender uns acordes, e não há necessidade de se estar a recorrer a um plano de estudos. Portanto acho que essas são as principais diferenças. E para se cumprirem esses planos de estudo e para os professores darem aulas e preciso terem uma habilitação, e essa habilitação e controlada pelo estado, portanto não e qualquer pessoa que chega aqui toca dois acordes e dá aulas, não pode, tem que ter um curso superior na área, na área que lhe compete (clarinete, órgão, etc.), tem que ser devidamente certificado e reconhecido pelo estado, e só depois e que pode dar aulas numa escola destas. Nas escolas particulares já não há esse controle, e qualquer pessoa pode dar aulas. Tenho a certeza que a muitos bons músicos e que não passaram por uma formação formal, sem duvida que há grandes músicos, mas também há outros que não são assim nada de especial e que dão aulas. E acho que são essas as principais diferenças.

 6 Aqui desenvolve também uma função de professor, assim sendo acha que a educação e também feita aqui por parte de toda a comunidade, ou por outro lado os pais e que desempenham esse papel unicamente? No que se refere a todo o processo educativo, e comportamental.

A educação e um processo, acho eu, e nesse processo há vários intervenientes, desde logo a criança, que e o educando, e os educadores que são os professores, os funcionários, os colegas, os pais, e toda agente que esta ao lado de uma criança e que e o seu potencial educador, e portanto nós não nos podemos descartar dessa responsabilidade, e nós temos uma vantagem, nesse sentido que como as aulas são individuais é mais fácil controlar, e ao estar sozinho o próprio aluno sente-se inibido de fazer seja o que for porque esta sozinho só com o professor. Nós tentamos transmitir aos nossos alunos alguma disciplina, e só o facto de terem uma disciplina de Palco, eles quando entram no palco tem que ter um determinado rigor, e sabem que são objecto de avaliação, sendo preciso saber comportar-se. E tudo isto depois é transmitido para a vida real, e só pelo facto de estar constantemente a ouvir estas coisas relativamente ao comportamento, como e que devemos estar no palco, como é que se entra, como é que são as luzes, portanto, é natural que eles vão adquirindo essa mais valia, e um musico pode não parecer mas e uma pessoa disciplinada. Pode ser o tipo mais esquisito do mundo, mas tem uma disciplina.

 7 Para finalizar a nossa entrevista, gostaríamos de saber o que o motiva mais para o seu dia-a-dia profissional?

É a vontade de ensinar, de transmitir o conhecimento, se bem que a minha função e mais directiva, e tenho muito poucos alunos, mas, motiva-me por exemplo a escola, porque existe um bom ambiente entre os professores, são 22 professores, e nos vamos jantar juntos, nos vamos a borga juntos, mas quando é para trabalhar estamos todos, e isso faz parte do sucesso da escola e motiva qualquer pessoa. Quando temos um local de trabalho onde gostamos de estar, que tem um bom ambiente penso que estamos motivados, e depois também ao ver os resultados, saber que há um aluno que vai a um concurso nacional e trás o 1º prémio é bestial. Estamos a falar de 117 escolas e a nossa escola trás os dois primeiros prémios, ainda mais porque é uma escola que vai fazer cinco anos agora em Agosto, as aulas começaram só em Novembro de 2003, no dia 11 de Novembro de 2003, e competimos contra escola que já tem 90 e 100 anos de existência e os nossos alunos chegam lá e tem prémios isso é gratificante, as pessoas gostam e dedicam-se ainda mais.