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Entrevista ao Sr. Presidente da Câmara Dr. Mário João Foi com grande entusiasmo que no passado dia 06 de Maio nos dirigimos à Câmara Municipal de Oliveira do Bairro para fazermos uma entrevista ao Sr. Presidente, que já estava previamente marcada. Fomos muito bem recebidos
pela sua secretária, que nos mandou aguardar um pouco porque o Dr. Mário
João estava numa reunião. Após um breves ins Apresentámo-nos e explicámos o porquê daquela entrevista, ao que o Presidente se manifestou bastante disponível e acessível. Antes de iniciar-mos a entrevista demos uma folha com todas as perguntas que iriam ser feitas para que o Presidente não tivesse qualquer hesitação ao responder às mesmas. Após a leitura das perguntas o Presidente sorriu e exclamou que algumas daquelas perguntas eram, "um pouco pertinentes de mais!". Após iniciada a gravação da entrevista, estivemos cerca de 30 minutos à conversa com o Dr. Mário, experiência esta extremamente interessante e enriquecedora, já que ao longo da entrevista o Presidente falou-nos acerca de imensos projectos que estão a decorrer ou que ainda estão apenas em estudo. Ao final da conversa juntou-se o Vice-Presidente da Câmara, que também se mostrou extremamente simpático, ao ponto de ter sido ele o responsável por nos tirar uma foto com o Presidente. O Presidente gostou muito da nossa visita e gostou do facto de nos mostrarmos interessados pela cidade, a ponto de nos ter pedido que assim que fosse possível gostaria que lhe entregássemos uma cópia em papel da entrevista (Perguntas e Respostas), ao que nós intrigados perguntámos porquê, e este respondeu "apenas para guardar aqui no meu gabinete para recordação". Adorámos a experiencia, não só porque esta entrevista foi uma espécie de "Conclusão / Esclarecimento de duvidas" do nosso trabalho, mas também porque o Sr. Presidente é uma pessoa extremamente culta, simpática e inteligente, características que fazem dele um bom parceiro de conversa. Desta forma gostaríamos de agradecer a todas as pessoas da Câmara Municipal que nos proporcionaram esta visita, e em especial ao Sr. Presidente Dr. Mário João pela sua disponibilidade e boa disposição. Entrevista ao Presidente Mário João 1- Com as múltiplas actividades inerentes à Presidência da Câmara Municipal, como compatibiliza o seu tempo com o seu cargo na Recer? R: Quando fui convidado a liderar a candidatura pelo PSD ás eleições, numa entrevista que, enfim, foi publicada no Jornal da Bairrada, fizeram-me uma pergunta parecida, e, o que eu disse é que nunca abandonei nada nem ninguém, foi a minha resposta na altura. Eu sou, era e sou, administrador de umas quantas empresas do grupo “Recer”, e desde o momento em que fui eleito e assumi pelas funções, desempenho-as por completo, com a inerente responsabilidade, acompanhando aquilo que é a actividade privada dentro das sociedades, compatibilizando imensas situações.
2- Quais os projectos deixados pelo anterior mandato e que a actual presidência achou relevantes para o conselho, e a que esta deu continuidade? R: Eu queria aqui fazer uma diferença, porque normalmente estou assim na vida, eu estou a liderar um executivo, mas a Câmara Municipal tem um executivo, não tem só um presidente, portanto, estes projectos são decididos em reunião do executivo. Obviamente que nós temos a maioria, e, mesmo que a oposição votasse contra, os projectos avançariam, por maioria. Mas também, é verdade que os projectos têm merecido na generalidade o apoio unânime, ou seja, de todos os elementos do executivo, mesmo os do CDS. E, por isso, em relação aos projectos deixados, foram vários, uns que já estavam em curso, outros, a nível de ideias, e outros, a nível de projectos, isso é normal. Os que consideramos mais relevantes e que prosseguimos, e uns estão concluídos, outros ainda não, mas já estão no terreno. Falo do que vocês bem conhecem, do agora chamado “Espaço Inovação” que, na altura se chamava, que era apenas o nome do projecto “Parque de Feiras e Exposições”, nós, demos continuidade, melhoramos, optimizamos, o que, a ideia existia, aquele projecto não era exactamente o que estava previsto para aquele espaço, portanto, nós melhoramos e executamos como vocês conhecem, e lá esta. Outro projecto que avançamos e que já começaram também as obras é o auditório, biblioteca e Junta de Freguesia de Oiã, mas aí também incluímos algumas alterações, quer na sua implantação, em que mudamos para dar uma centralidade nova ao centro da vila de Oiã. Havia também um projecto, que estava na altura em curso, embora com muitas dificuldades, que, não sei se vocês conhecem, que era a rua “Comissão Melhoramentos de Oiã”, que é a rua que da para a estação de caminhos de ferro de Oiã. Pronto, vocês se passaram lá a pouco tempo, sabem como é que esta, e, se passavam antes, também sabiam como é que estava. Bom, mas quero dizer-vos o seguinte, e, que isso é importante. O projecto tinha começado. Na altura havia negociações, mas, o projecto era no sentido da estação, para a estrada municipal, e, daí até perto do “STOP”, que vocês também conhecem, e, pronto, conforme estava previsto na altura. Entretanto, por negociações conseguidas com a “Refer”, conseguiu-se negociar o terreno, em tempo recorde, e, fazer aquilo que havia que fazer, e o trabalho estava a vista, o que muito nos honra ter deixado ali uma marca de facto diferente. Estes foram alguns dos projectos considerados mais relevantes, como sabem, há outros projectos relevantes, que já foram do nosso tempo, e que estamos a avançar, com um reforço, que são as escolas para o 1º ciclo e pré, para todo o concelho, e também um projecto que vinha de trás, cujo objectivo era ser a futura junta de freguesia da Mamarrosa. Já ouviram falar de certeza no IEC (instituto de educação e cidadania). O edifício estava na altura, aquilo que se chama “em grosso”, alvorado, e era para ser a sede da junta de freguesia da Mamarrosa. Com a nossa entrada, e, após um conjunto de situações, entendemos que aquilo devia ter um outro destino. A Câmara esta neste momento numa fase mesmo de acabamentos, e, este sábado com certeza já se realizara lá alguma iniciativa, e, entendeu concluir aquilo com arranjos necessários, e, permitir ao Instituto de Educação e Cidadania, que viesse a utilizar em pleno, para os fins que são objecto desse instituto, e que, tem uma ligação muito forte ao Biocampo de Cantanhede, que vocês de certeza já ouviram falar, a Universidade de Aveiro, a Universidade de Coimbra, enfim, e outras parcerias. Creio que estes são os mais importantes, primeiro porque são situações muito grandes, de muito valor de investimento. Um outro que estava, digamos que numa fase de inicio, ou quase de arranque, era o saneamento básico em Malhapão, o que, nós avançamos e esta concluído e também nos apraze dizer.
3- Que pontos da cidade a Câmara acha que deveriam ser valorizados? R: Há muito a fazer nessa área, e, penso que é do vosso conhecimento, uma situação que nós consideramos imprescindível, e que é requalificar todo o centro de Oliveira do Bairro, e então, de certeza que já devem ter ouvido falar da nova alameda da cidade. A requalificação da estrada já vinha de trás, sendo que seria desde os bombeiros ate a escola secundária, só que, o que estava previsto, eu diria que era pouco mais que por uma camada de alcatrão por cima, enfim, arranjar alguns passeios, e o que nos temos nesta altura não é rigorosamente nada disso, aliás, previa a antiga casa da câmara fazer-se no mesmo sitio. Nós, e já se nota em muitos sítios, pretendemos alargar, em praticamente toda a extensão, e eliminar as entradas para baixo dos prédios, por parte dessa estrada, avenida ou alameda, criar muitos estacionamentos, criar sentidos em muitas zonas, dar prioridade ao transito nascente – poente, ou seja, quem vai daqui para a Murta tem prioridade sobre os outros, passará a ter depois, porque é aqui que tem muito transito a circular hoje, sendo o resto mais urbano, mais dentro da cidade, e temos também, que faz parte desta empreitada, a requalificação de 5 ou 6 largos, desde a Senhora dos Aflitos, ali ao largo central ao pé do “Grecus”. Portanto, todos os espaços de lazer que existem, S. Sebastião, serão todos integrados e requalificados, se necessário. Portanto, esta situação vem com certeza valorizar muito aquilo que é o centro de Oliveira do Bairro, ou, uma das zonas centrais de Oliveira do Bairro. Uma outra questão que é extremamente necessária e imprescindível é a casa de cultura, e que nós estamos nesta altura em fase de projecto para que Oliveira do Bairro, enquanto cidade tenha um espaço polivalente, que hoje não tem, para situações variadas do âmbito da cultura, desde espectáculos, revistas, cinema, enfim, um conjunto de situações, e que será em principio, com o reaproveitamento do que sobrou do antigo quartel dos Bombeiros. Na politica da Câmara, ao termos aqui uma casa da cultura, a ideia não e concorrer com mais ninguém, mas sim, datar a cidade de Oliveira do Bairro e concelho de uma casa da cultura, que não tem, sendo que o Centro Cultural Prof. Hélio Martins é uma casa que é daquela associação, com toda a dignidade, e esta será uma casa que vai ser de todos, em prol da cultura, sem que, para uma actividade ou para outra tenha que se estar a pedir a esta associação ou a outra para ir lá. Temos também algo que queremos desenvolver aqui na cidade e que é o parque verde da cidade, que vai ser entre a estrada e os caminhos de ferro, e que será aquilo a que chamamos um parque verde, onde, já estamos a comprar terrenos, e já a desenvolver projectos para aquilo. E também queremos desenvolver a questão do parque dos pinheiros mansos, que é junto a zona desportiva, e requalificar a zona ribeirinha com vias cicláveis, e inter-ligação destes parques por vias cicláveis. Há muitas outras coisas, como a escola a escola que esta neste momento em fase de concurso para a pré e para o 1º ciclo, pretendemos também, como sabem, e após a disponibilidade do Sr. Comendador Almeida Roque avançar para uma escola profissional.
4- Com a conclusão da estrada que liga Aveiro à Mealhada considera que o município se encontra, neste momento, bem servido de acessos regionais e nacionais? R: Eu recordo que a conclusão desta estrada que liga Aveiro a Malaposta não é ainda um trabalho acabado, ou seja, nós temos em Oliveira do Bairro interrompida, e, só volta a estar a partir da rotunda da A17, para Aveiro. Tem havido uma persistente luta da nossa parte para que este troço que falta seja uma realidade, bem como, no outro extremo, julgo que vocês devem conhecer, existe uma ponte, chamada Ponte de Canha, que esta no fim desta estrada antes da Malaposta, e que não faz qualquer sentido. Mesmo que esta estrada esteja concluída, eu penso que Oliveira do Bairro, enquanto concelho, não se poderá queixar muito face a algumas outras situações de acessibilidades de âmbito nacional. No entanto, como sabem, e sendo um concelho atravessado pela A1, é nosso objectivo, e, temos nos esforçado nesse sentido, por fazer para ver se conseguimos que venha a existir uma nova ligação para a A1 dentro do concelho. Entre o nosso concelho e o concelho de Anadia. Mas, são situações que não são fáceis, que envolvem varias entidades, desde as “Estradas de Portugal”, a “Brisa”, e, obviamente o Ministério das Obras Públicas, e que tem sido objecto de tratamento em varias reuniões. Portanto, achamos que é extremamente importante para Oliveira do Bairro conseguir um acesso como este. Neste momento foi também lançado o concurso da IC2, que liga Oliveira de Azeméis a Coimbra, e que passa ali em Aguada de Baixo, e que terá em grande parte, uma auto-estrada perto das Caves Primavera e que permite a Oliveira do Bairro, se estivermos aqui e quisermos ir para Coimbra, em vez de irmos ao Mamodeiro apanhar a A1, vamos logo por ali. Portanto, são algumas ligações, mas penso que as acessibilidades, face ao desenvolvimento do concelho nunca são de mais.
5- Enquanto jovens preocupados com o futuro, gostaríamos de saber, na sua opinião, até que ponto Oliveira do Bairro consegue oferecer oportunidades e qualidade de vida aos jovens que pretendem iniciar uma carreira profissional? R: Eu penso que uma das principais razoes de ser das autarquias é exactamente proporcionar qualidade de vida e sustentabilidade, e, eu acho que Oliveira do Bairro, face ao histórico crescente, e aquilo que é perspectiva nos próximos anos, continuará a aumentar a sua população, e diria a sua população activa, porque, normalmente podem fixar-se jovens que vem do exterior, pois temos tido um desenvolvimento muito grande, em termos de zonas industriais, que contempla industria, comercio e serviços, e, isso faz com que algumas pessoas que trabalham cá, ou próximo, queiram vir ficar cá. Isso ajuda a desenvolver o concelho, e nós vamos continuar a desenvolver as zonas industriais, e, perspectivamos que esse aumento venha a existir. Com as questões que a pouco referi em relação a outras respostas que já dei, achamos que, havendo zonas industriais, havendo pequena e média industria, há, com certeza, mais hipótese de emprego, e, por isso, penso que os jovens que se dispuserem a trabalhar, que terão no nosso concelho bastantes oportunidades. Por vezes é preciso ter uma ideia diferente de aquilo que haveria a muitos anos, onde se tirava um curso, e era certo que a pessoa, naquela carreira iria segui-la para a vida toda. As regras de mercado hoje não são exactamente assim, e, por isso, acho que é necessário que as pessoas estudem, ganhem conhecimentos teóricos e depois sejam polivalentes, de alguma forma, para, enfim, lutarem por aquilo que gostam e por aquilo que querem sempre. Mas, por vezes também temos que ajudar a desenvolver e apanhar, dentro do que queremos aquilo que existe, e, eu penso que gradualmente vai existir mais empregos e que o conselho se irá desenvolver, e, se ao desenvolver-se o fizer de uma forma integrada, como estamos a fazer por isso, as condições melhorarão. Também é verdade que nós estamos a 15 minutos de uma grande cidade, da sede do distrito, e isso é bom por essa razão. Eu penso que é importante, nós podermos de facto estar perto do campo, com qualidade de vida, e estarmos perto de uma cidade com a qualidade de vida das grandes cidades.
6-Segundo um estudo realizado por nós, actualmente, o sector secundário absorve 63% da população, o sector terciário 33% e o primário 4%. Qual a tendência de evolução desta estatística, numa época em que tanto se fala de desemprego? R: O nosso concelho, á muitos anos que tem tido pouca percentagem de desempregados, mas, se vocês fizerem uma analise mais exaustiva é possível constatar que há uma determinada percentagem de desempregados a que eu chamo desemprego técnico, e, eu penso que, é minha opinião pessoal, que Oliveira do Bairro, que naturalmente, e como todos os concelhos cada vez tem mais pessoas formadas e licenciadas. Aí, acredito que haja de facto, tendencialmente, e, que por essa razão um aumento de pessoas no chamado desemprego.
7- Por último, gostaríamos de saber o que leva a que eles tenham que emigrar? R: Eu penso que não sei se lhe chame emigrar, eu digo que, é ,minha opinião, Oliveira do Bairro, e é uma questão de correr por aí, sabem que em algumas área não é assim, mas, continuam a haver uma série de empresas a pedir empregados, a pedir quadros, e que por vezes não há. Há muitos anos, desta parte, algumas empresas do concelho foram buscar pessoas a zonas menos industrializadas, para vir para cá. Começaram por ter carrinhas para ir buscar e levar. Estou a falar de algumas cerâmicas, e de algumas outras empresas que fizeram isso, e estou a falar se calhar a cerca de 25 ou 30 anos. E Oliveira do Bairro porque? Precisamente pela razão que vocês aqui referem, porque passou de um concelho praticamente agrícola, para hoje, e cada vez mais, ser um concelho mais industrializado. Isto levou a que muitas pessoas da pequena agricultura tenham um outro emprego, ou seja, não deixam por completo a agricultura, e tem que fazer o seu horário de trabalho muitas vezes por turnos em algumas fabricas, pois estamos num concelho com muitas cerâmicas, e, para alem disso, complementam o trabalho com a agricultura, e vice-versa. Eu entendo que os elementos do concelho levarão a que cada vez mais a tendência seja aquela que esta aqui. No entanto, há algumas administrações que também aí, e neste momento temos também uma cooperativa agrícola que dinamiza e que já tem muitos anos, muitos cooperantes, e que dinamiza dentro do possível a agricultura. Temos também uma entidade que é a “kiwi coop”, que também face ao nosso concelho, e á qualidade do pessoal para o efeito, nessa área, tem ganho dimensão, e, é precisamente por esta ser uma área especifica, da área agrícola, mas que é importante também referir. A evolução, quanto a mim, passará pelos serviços, pelo comercio e pela industria, e, naturalmente que a questão da agricultura, iniciará, com certeza, a mudança de algumas mentalidades, para que os solos que estão realmente repartidos tão retalhados, possam amanha vir a ser cultivados, em grande escala, para daí tirar mais valias desse trabalho.
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Conte-nos um pouco da história da quinta, quando foi construída e por
quem?
Escola de Artes da Bairrada: Um dos locais escolhido como ponto de interesse pela parte do grupo foi a Escola de Artes da Bairrada, uma vez que é um projecto que teve, está e ter e terá um grande sucesso. Tendo em vista este aspecto o grupo decidiu deslocar-se até á escola de Artes da Bairrada e entrevistar o director geral, Dr. Prof. Carlos, que nos acolheu de braços abertos com grande disponibilidade.
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